Atrações | SLAMOUSIKE - Max Bo + Kivitz + Marcos Paiva Sexteto

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SLAMOUSIKE - Max Bo + Kivitz + Marcos Paiva Sexteto

Max BO, Kivitz e Marcos Paiva Sexteto apresentam a pulsação e a energia de uma mistura única entre o jazz afro-brasileiro e o rap.
 
Em Slamousike, o contrabaixista Marcos Paiva convidou os rappers Kivitz e Max BO para um projeto inédito: reunir num mesmo show a performance improvisada do samba jazz, a sonoridade instrumental ordenada pelas harmonias jazzísticas e pela rítmica afro-brasileira, e a potência crítica e artística da cultura hip hop (rap, grafite e dança).
 
Musicalmente, a fluidez com que Paiva costurou as passagens entre os dois universos, inclusive construindo colagens de temas como os DJs costuram, enriqueceu os dois lados. O rap ganhou arranjos sonoros mais potentes e uma condução musical mais orgânica e viva, enquanto o jazz ganhou o discurso direto, potente e político da palavra rimada.
 
Essas três culturas unidas no projeto, o jazz, o samba e o hip hop, nasceram em berços periféricos das grandes cidades do Brasil e dos Estados Unidos, e, para além do seu caráter improvisado, se tornaram maneiras de organização social e de contestação de valores estabelecidos. A simbiose construída neste trabalho é única, pois foi construída pensando em todos esses aspectos socioculturais e musicais.
 
Para escrever as letras e interpretá-las, Paiva convidou o rapper Kivitz e um dos pilares do rap paulistano, o Mc Max BO. Se Kivitz representa o sangue do novo do rap social, Max é o gênio do improviso que marcou a geração dos anos 90. Ele é ainda considerado um dos maiores rimadores do estilo “freestyle” (improvisação livre) do Brasil.
 
Para construir este caráter mais teatral, o músico colocou o grafite e dança no espetáculo. Estas duas outras culturas nascidas na rua emolduram os músicos, criando um ambiente urbano. O grafite e a dança estarão no palco através de projeções do VJ Gustavo Marra.
 
O sexteto do contrabaixista, o MP6, que completou 10 anos em 2017, é formado por Daniel D’Alcântara (trompete), Jaziel Gomes (trombone), Cassio Ferreira (sax e flauta), Gustavo Bugni (piano), Daniel de Paula (bateria) e o próprio Marcos, ao contrabaixo.
 
Por fim, o nome Slamousike.
 
Slam significa batida. Mousike é a palavra grega que, embora signifique música, está muito além – pois revela que a educação musical grega continha dentro de si a transmissão de noções de ética e estética.  A educação oral, que também é muito difundida até hoje no continente africano, possibilita educar o outro ao fazê-lo questionar os valores expostos em nossa sociedade e os valores íntimos ou internos. Este trabalho, com a despretensão que lhe cabe, pretende, de forma singela e para além do entretenimento, estimular a discussão para a política do nosso dia-a-dia. Afinal, “o custo de vida, o preço do feijão, da farinha, do aluguel...dependem das decisões políticas”.
(Frase de autor desconhecido e atribuída a Bertold Brecht).

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